Economia

Prefeito do Rio sanciona mudanças na carga horária de professores

Publicado

em

Licença-prêmio dos profissionais da Educação foi extinta

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou na sexta-feira (dia 27), a lei que altera a contagem da carga horária dos professores da rede municipal de ensino em sala de aula, passando a ser feita em minutos.

A finalidade é recuperar os 400 minutos de aulas que deixam de ser dados pelo fato de a aula ter 50 minutos de duração. Antes, os 50 minutos eram contados como 1 hora/aula. Com a mudança, aprovada pela Câmara de Vereadores do Rio, os professores terão de dar 24 tempos a mais de aulas por mês.

Extinção

A Licença Especial dos profissionais da Educação, conhecida como licença-prêmio, permitia que a cada cinco anos os servidores municipais tirassem uma licença de três meses. Com a aprovação da nova lei, essa medida foi extinta.

Com a nova lei complementar, ficará alterado também o sistema de férias dos profissionais de Educação. Atualmente, os servidores da categoria têm direito a férias nos meses de janeiro e julho, junto com os alunos. A partir de agora, o professor só terá direito a férias após 365 dias de trabalho. Desta forma, o profissional que acabou de ingressar na rede municipal de ensino terá de trabalhar em janeiro e julho, mesmo durante o recesso escolar.

Leia Também:  Febraban alerta sobre notícias falsas sobre Pix e ressalta que não há taxação

A nova Lei Complementar 186/2024 também modifica o estágio probatório dos servidores municipais. A nova lei aumenta de dois para três anos o período de estágio.

Aprovação

O projeto de lei que altera o regime de trabalho e contratações no funcionalismo municipal foi aprovado pelos vereadores do Rio de Janeiro no dia 5 de dezembro.

Antes, no final de novembro, a Câmara de Vereadores do Rio decidiu adiar a votação do projeto de lei, por pressão dos profissionais de Educação, que ocuparam a galeria da Câmara, contrários à medida.

Professores

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) informou que vai analisar os próximos passos, inclusive a questão judicial, para tentar barrar a nova lei.

“A nova Lei Complementar foi sancionada pelo prefeito Eduardo Paes em total desacordo com os servidores municipais, em especial os profissionais de educação, que exigiam que o prefeito não sancionasse o famigerado PLC, aprovado a toque de caixa pela Câmara de Vereadores”.

O sindicato convocou os profissionais da rede municipal para a assembleia geral no dia 8 de fevereiro.

Leia Também:  Primeira parcela do 13º será depositada em novembro

“Para que possamos discutir a nossa mobilização contra os ataques do governo municipal à Educação e aos servidores”, afirma a entidade.

TENDÊNCIA

Diário de Recife
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.

Diário de Recife
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.