Política

Alexandre de Moraes autoriza visita de Flávio, Carlos, Renan e netos a Bolsonaro sem necessidade de autorização prévia

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Ex-presidente está preso em casa desde segunda-feira, após determinação do ministro do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro receba visitas dos filhos, cunhadas, netas e netos sem necessidade de prévia comunicação. Bolsonaro está preso em casa desde a última segunda-feira, por determinação de Moraes, por descumprimento de medidas cautelares.
Ao decretar a prisão domiciliar, na segunda-feira, Moraes aumentou a lista de restrições às quais o antigo titular do Palácio do Planalto já estava submetido desde o fim de julho, quando o STF determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Os acréscimos com a decisão incluíram a proibição de receber visitas e de usar o telefone celular.
Segundo a decisão, Bolsonaro só poderia ser visitado por “seus advogados regularmente constituídos” e por pessoas “previamente autorizadas” pela Corte. Até então, o ex-presidente podia receber visitas normalmente.
Moraes justificou a prisão de Bolsonaro com base na participação dele por telefone na manifestação contra o STF e a favor da anistia que reuniu apoiadores em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no último domingo. O vídeo com uma das falas foi postado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas apagado horas depois. Bolsonaro saudou os presentes e afirmou que a manifestação era “pela nossa liberdade, pelo nosso futuro e pelo Brasil”.
“Agindo ilicitamente, o réu Jair Messias Bolsonaro se dirigiu aos manifestantes reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários continuarem a tentar coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça, tanto que, o telefonema com o seu filho, Flávio Nantes Bolsonaro, foi publicado na plataforma Instagram”, escreveu Moraes.
No entendimento de Moraes, Bolsonaro produziu material para ser replicado por três filhos nas redes (Eduardo, Flávio e o vereador Carlos Bolsonaro) e outros apoiadores, com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques” ao STF e “apoio ostensivo à intervenção estrangeira” no Poder Judiciário. “A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico”, destacou o ministro, em letras maiúsculas.
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