Política

Cid vai admitir que venda de relógio foi ordem de Bolsonaro, diz advogado

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Mauro Cid vai admitir que vendeu um relógio Rolex por ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O QUE ACONTECEU:

O advogado de Cid, Cezar Bitencourt, afirmou nesta segunda-feira (21) que ele fará uma confissão à PF sobre o caso de desvio e venda ilegal de joias da Presidência. A informação é da CNN.

Cid vai admitir que recebeu ordens de Bolsonaro para vender um Rolex avaliado em cerca de R$ 300 mil nos Estados Unidos.

Segundo o advogado, Cid ouviu de Bolsonaro a seguinte frase: “Resolve isso aí”.

“É uma confissão. [Cid] vai admitir. As provas estão aí, ele vai admitir. Mas isso é início de conversa. Nem falei com o delegado que está com a investigação”, afirmou o advogado. “[Cid] efetuou a venda do relógio nos EUA, daí ia trazer para cá o resultado. Ele era assessor do chefe. Fez isso e procurou entregar para quem o determinou que fosse feito a venda.”

A defesa de Cid tenta marcar uma audiência com o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, para negociar um novo depoimento.

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CONFUSÃO DE VERSÕES

Desde que assumiu a defesa na última quarta (16), o advogado Cezar Bittencourt deu declarações confusas e divergentes sobre os próximos passos de Mauro Cid no caso das joias.

Em entrevista à GloboNews, o advogado declarou que Cid era um assessor que cumpria ordens do chefe. “Ordem ilegal, militar cumpre também”.

Na quinta (17), Bitencourt afirmou que Cid iria confessar que participou da venda das joias a mando de Bolsonaro. A declaração foi dada à revista Veja.

Um dia depois, o advogado deu nova versão ao jornal o Estado de S. Paulo. “Não, não tem nada a ver com joias! Isso foi erro da Vejs (sic) não se falou em joias!”, escreveu em mensagem.

À GloboNews, mais tarde, ele disse que o caso não se trata de joias, mas de somente uma: um relógio da marca Rolex. E que não se trataria de uma confissão, mas “esclarecimentos” a serem feitos aos investigadores.

Em nova entrevista ao Estadão, publicada neste domingo (20), o advogado disse que dará “20, 30 versões” e que “pode dizer o que quiser”.

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AS SUSPEITAS DA PF

A PF aponta que os recursos gerados com as venda dos bens eram repassados a Bolsonaro em dinheiro vivo. Outros indícios da participação do ex-presidente se deve ao fato de as joias serem levadas ao exterior durante viagens presidenciais em aviões da FAB.

O advogado Frederick Wassef, que trabalha na defesa de Bolsonaro, também é investigado. Ele já admitiu que foi aos EUA para recomprar o relógio Rolex após o TCU mandar Bolsonaro devolver as joias dadas por autoridades sauditas.

“Os valores obtidos dessas vendas eram convertidos em dinheiro em espécie e ingressavam no patrimônio pessoal do ex-presidente da República, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores”, diz trecho da manifestação da PF ao STF.

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