Golpes na internet

Golpe do Pix errado cresce no país; veja como funciona e como se proteger

Criminosos usam transferências reais para enganar vítimas e pedir devolução para outra conta; especialistas orientam conferir o extrato e usar apenas a função oficial de estorno dos bancos para evitar prejuízos.

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Oaumento no uso do Pix também tem sido acompanhado por novas formas de golpe. Uma das mais recentes é o chamado “Pix errado”, que se aproveita da boa-fé das pessoas para induzir transferências indevidas.

Como funciona o golpe

Nesse tipo de fraude, o golpista realiza uma transferência real para a conta da vítima. Em seguida, entra em contato, geralmente por mensagem, dizendo que fez o envio por engano e pedindo a devolução do dinheiro.

O problema está no detalhe do pedido: o criminoso solicita que o valor seja devolvido para uma conta diferente daquela que fez a transferência. Ao atender à solicitação, a vítima acaba enviando dinheiro próprio para o golpista.

Ao mesmo tempo, o autor do golpe pode acionar o banco alegando fraude na transação original, tentando recuperar também o valor enviado inicialmente.

Como se proteger

Antes de qualquer ação, é fundamental conferir o extrato e verificar se o dinheiro realmente entrou na conta, além de confirmar quem fez a transferência.

A forma mais segura de devolver um valor recebido por engano é utilizar a função de estorno disponível no próprio aplicativo do banco. Esse recurso garante que o dinheiro seja enviado de volta para a conta de origem.

Também é importante desconfiar de mensagens com tom de urgência ou pressão, já que esse tipo de abordagem é comum em golpes para evitar que a vítima tenha tempo de analisar a situação.

Fui vítima. O que fazer?

Se houver suspeita de golpe, o ideal é acionar imediatamente o Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED. Criado pelo Banco Central, o sistema permite que o banco da vítima notifique a instituição recebedora para tentar bloquear os valores.

O pedido pode ser feito diretamente pelo aplicativo do banco. O prazo para registrar a solicitação é de até 80 dias após a transação, e a análise pode levar até sete dias.

Perguntas frequentes

Não devolver um Pix recebido por engano é crime?

Sim. A legislação brasileira considera como apropriação indébita manter valores recebidos por erro. A devolução é obrigatória, mas deve ser feita pelos canais oficiais para garantir segurança.

Como funciona o bloqueio pelo MED?

Após a solicitação, o banco analisa o caso. Se houver indícios de fraude, o valor pode ser bloqueado na conta do recebedor e, depois da análise, devolvido total ou parcialmente, dependendo do saldo disponível.

Qual é a forma correta de devolver um Pix?

A recomendação é acessar o extrato, selecionar a transferência recebida e usar a opção “devolver”. Esse é o único procedimento que garante o estorno correto dentro do sistema bancário.

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