Saúde
Mito ou verdade: o uso de preservativo auxilia na perda de sensibilidade ou diminui o prazer?
Ainda é comum ouvir esse tipo de assunto em conversas entre amigos, mas especialista afirma que a percepção é errada
Ainda é comum ouvir em conversas entre amigos que o uso de preservativos está associado à perda de sensibilidade ou à diminuição do prazer durante a relação sexual, e por isso muitos costumam não usar.
Uma pesquisa nacional indica que cerca de 59% dos brasileiros afirmam não utilizar camisinha em suas relações sexuais. Entretanto, especialistas em saúde íntima afirmam que a percepção é errada e faz parte de um mito.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o preservativo é o método mais eficaz para a prevenção do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo também uma importante ferramenta para evitar a gravidez não planejada.
“Hoje existem preservativos com diferentes texturas, espessuras e estímulos sensoriais que contribuem para o prazer. A ideia de que o uso reduz a sensibilidade não é uma regra e pode estar mais ligada à escolha do produto ou ao uso incorreto”, explica Larissa Cassiano, médica parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar responsável por marcas como Prudence.
De acordo com o Ministério da Saúde, a oferta de preservativos com diferentes características, como versões mais finas e texturizadas, busca justamente aumentar a adesão ao uso ao tornar a experiência mais confortável e atrativa.
Segundo Cassiano, a resistência ao uso do preservativo muitas vezes está relacionada à falta de informação e à experiência inadequada com o produto. Falhas no uso, como colocação incorreta ou uso tardio durante a relação, por exemplo, são fatores que contribuem para a percepção equivocada de baixa eficácia.
Impacto psicológico
Especialistas em saúde sexual ainda afirmam que a sensação de segurança durante a relação pode reduzir a ansiedade e aumentar o relaxamento, fatores que influenciam diretamente na qualidade da experiência.
“O preservativo deve ser visto como um aliado, não como um impedimento. Ele permite que as pessoas vivam sua sexualidade com mais liberdade, responsabilidade e tranquilidade”, diz Cassiano.
Quando o cuidado com a saúde sexual está presente, o foco tende a se voltar mais para o momento, favorecendo a conexão entre os parceiros.

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