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Potência nuclear x regime Talibã: conheça Paquistão e Afeganistão, que travam ‘guerra aberta’ na Ásia

Países são vizinhos e escalada no conflito envolve o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP). Paquistão acusa Afeganistão de abrigar membros de grupo contrário ao governo.

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Paquistão e Afeganistão entraram em confronto nesta sexta-feira (27), após o governo paquistanês declarar “guerra aberta” contra o país vizinho e bombardear Cabul e outras cidades afegãs. O Talibã retaliou com um ataque de drones.

Há uma grande discrepância entre as capacidades militares dos dois lados (veja um perfil mais abaixo). Com 172.000 soldados, o Talibã tem menos de um terço do efetivo do Paquistão.

As forças armadas do Paquistão incluem mais de 600.000 militares da ativa, mais de 6.000 veículos blindados de combate e mais de 400 aeronaves de combate, de acordo com dados de 2025 do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

Já o Talibã possui seis aeronaves e 23 helicópteros, mas seu estado é desconhecido e eles não têm caças ou uma força aérea eficaz.

▶️ Contexto: O Paquistão acusa o Talibã de oferecer cobertura a militantes terroristas armados que lançam ataques contra seu território, o que o governo do Afeganistão nega. O conflito atual eclodiu após meses de tensões e confrontos na fronteira.

Paquistão como potência nuclear
O Paquistão mantém um programa nuclear de uso civil para geração de energia. Esse programa nuclear remonta à década de 1950 e hoje também é usado para fins militares.

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Atualmente, a Comissão de Energia Atômica do Paquistão (PAEC) opera quatro usinas em Chashma e duas em Karachi. Todas são supervisionadas pela AIEA, da ONU.

​O Ministério das Relações Exteriores paquistanês pontua que todas as usinas seguem as regras internacionais e que há a meta de gerar 40.000 MW até 2050, enfatizando energia limpa.

O governo paquistanês afirma que o país desenvolveu capacidade nuclear “para autodefesa” após a Índia introduzir armas nucleares na região.

Raio X do Paquistão:

Primeiro-ministro: Shehbaz Sharif desde março de 2024
Governo: república federal parlamentar islâmica
Capital: Islamabad
População: estimada em 220 milhões.
​Talibã governa Afeganistão desde 2021
O Talibã assumiu o poder no Afeganistão em 2021 após uma ofensiva relâmpago que coincidiu com a retirada das tropas dos EUA, marcando o retorno do grupo ao controle total 20 anos após sua expulsão e restabelecendo um regime teocrático no país.

O grupo surgiu em 1994 no contexto do pós-guerra civil e soviética (1979-1989) como movimento de estudantes religiosos pashtuns, financiado inicialmente por redes paquistanesas e árabes e governou o Afeganistão pela primeira vez entre 1996 e 2001, período em que seguiu a sharia, a lei islâmica.

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Após o acordo de Doha em fevereiro de 2020 entre os EUA e o Talibã, que previa a saída de tropas americanas em 14 meses em troca de garantias antiterrorismo, o grupo intensificou ataques contra forças afegãs.

Em maio de 2021, com Biden confirmando a retirada até setembro, o Talibã lançou uma ofensiva que capturou distritos e capitais provinciais como Zaranj, Kunduz e Herat; e entrou em Cabul sem resistência após a fuga do presidente Ashraf Ghani, proclamando o Emirado Islâmico.

O colapso do exército afegão, com deserções em massa, permitiu que o Talibã controlasse mais de 65% do território em semanas.

Raio X do Afeganistão:

Líder: Hibatullah Akhundzada, líder supremo do Talibã;
Governo: Emirado Islâmico do Afeganistão, regime teocrático totalitário islâmico fundamentalista que impõe uma interpretação rígida da sharia;
Capital: Cabul;
População: estimada em 34 milhões.

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