Esporte
Quem é o dono da vaga? Disputa entre Varela e Royal na lateral reflete Flamengo de ’15 ou 16 titulares’
Setor é um dos que mais tem rodízios nesta temporada sob o comando de Jardim
Com um farto elenco à disposição no Flamengo, o técnico Leonardo Jardim frequentemente bate na tecla de que conta com 15 ou 16 titulares. E nenhuma disputa é mais equilibrada que a da lateral direita. Varela e Emerson Royal são atletas de características diferentes, e o português faz questão de não determinar quem é o dono da vaga. Pelo contrário, escolhe qual deles usar a depender da característica de cada jogo. O cenário se mantém diante do Mirassol, às 18h30 de hoje, pela 23ª rodada do Brasileirão.
O uruguaio tem mais chances de ser titular nesta noite por uma questão meramente física: está mais inteiro, já que Royal iniciou a partida contra o Cruzeiro, pelas oitavas de final da Libertadores, há quatro dias. Mesmo assim, Varela entrou na reta final do confronto no Mineirão — eles chegaram a compartilhar o corredor por alguns minutos, situação que não é rara e mostra a possibilidade de coexistência no elenco.
Vestindo a camisa rubro-negra há quatro anos, Varela é mais estabelecido no grupo e conta com o apoio de maior parte da torcida. Na reta final de 2025, quando a equipe venceu a Libertadores e o Brasileirão e foi vice-campeã da Copa Intercontinental contra o PSG, ele surgiu como um dos protagonistas, chamando atenção, sobretudo, pela marcação implacável, assim como pelas estocadas no ataque. O uruguaio também é nome frequente na seleção de seu país e tem três Copas do Mundo no currículo, incluindo a edição deste ano.
O status atual, porém, só foi alcançado após um período de altos e baixos. Varela encontrou mais espaço a partir da venda de Wesley, no meio do ano passado. Foi nesse momento que Royal desembarcou no Ninho do Urubu como uma reposição à prata da casa, trazendo a experiência de anos no futebol europeu — etiqueta que não impediu que fosse questionado em pouco tempo. Jogador de mais inspiração ofensiva e comportamento de ala, demorou a se estabelecer e acumulou erros técnicos no ataque e na defesa.
Porém, seu momento atual é melhor, e Jardim ganhou confiança no atleta, o que fica em destaque na Libertadores. Royal foi titular nos seis jogos que disputou na competição e apresenta uma sequência que pode pesar em momentos decisivos.
No panorama geral, o camisa 22 também está prevalecendo nesta temporada. São 25 participações em jogos oficiais — 22 como titular — e 1.959 minutos em campo, segundo dados do site O Gol, além de quatro assistências. Todos os números são superiores aos de Varela, que tem 1.652 minutos em 24 jogos (17 titularidades) e três passes para gol.
A favor do uruguaio estão a constância e o costume às decisões. Além de ter assumido a responsabilidade em 2025, o camisa 2 foi o escolhido nos três troféus que o Fla disputou em 2026: o título do Carioca e os vices da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana — os dois últimos ainda sob o comando de Filipe Luís. No Brasileirão, Varela também soma mais participações que Royal: 16 jogos (13 como titular) contra 11 (oito como titular).

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