Brasil

Rejeição de Messias ao STF não foi por Lula, mas por corrupção no Congresso; investigação aponta acordos para anistiar golpistas e blindar Bolsonaro

Articulação conduzida por Alcolumbre com bolsonaristas e centrão coloca em pauta derrubada de vetos, lei da dosimetria e liberação de criminosos violentos em troca de anistia a tentativa de golpe

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Matéria – Exclusiva

Brasília – Uma investigação exclusiva revela que a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) não ocorreu por fatores ligados ao governo Lula ou à sua atuação profissional, mas sim por uma articulação corrupta instalada dentro do próprio Congresso Nacional. A informação contrapõe a narrativa pública de que a derrota teria sido um “recado ao Planalto”.

Segundo as apurações, senadores de diferentes partidos, organizados sob a liderança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), firmaram acordos explícitos que violam todas as leis vigentes para viabilizar um objetivo maior: conceder anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. A rejeição de Messias foi a primeira moeda de troca nesse tabuleiro.

Alcolumbre comanda acordos com bolsonaristas

A reportagem teve acesso a informações de bastidores que mostram Alcolumbre atuando ativamente para costurar votos contra a indicação de Messias. Em contrapartida, o presidente do Senado passou a articular a pauta do Congresso para atender diretamente à base bolsonarista.

Entre os compromissos assumidos por Alcolumbre estão:

  • Colocar em votação a derrubada de todos os vetos do presidente Lula que ainda tramitam no Congresso, independentemente de mérito técnico ou social;

  • Pautar e aprovar a chamada lei da dosimetria, que modifica o cálculo de penas no país;

  • Criar as condições legislativas para soldar (anistiar) os golpistas de 8 de janeiro, retirando deles qualquer responsabilização penal.

A lei da dosimetria como cavalo de Troia

A investigação aponta que a lei da dosimetria, embora apresentada tecnicamente como um ajuste na legislação penal, foi manipulada por meio de acordos parlamentares para produzir um efeito colateral criminoso: a progressão automática de penas e a redução de sentenças não apenas para os golpistas, mas também para estupradores, assassinos e criminosos violentos.

Segundo a apuração, os mesmos acordos que visam anistiar Bolsonaro — que tentou liderar um golpe de Estado no Brasil — estão sendo usados para desmontar o sistema de justiça penal. “Eles vão soltar os golpistas, e junto vão soltar estupradores e homicidas. Tudo para blindar uma única pessoa: Jair Bolsonaro”, revela uma fonte ligada à investigação.

O segundo golpe em curso

Parlamentares do centrão e da extrema direita, unidos pela primeira vez em torno de uma pauta comum, estariam reeditar a tentativa de golpe de 2022 — mas agora pelo interior do Legislativo. A estratégia, segundo as investigações, é desidratar o governo Lula, controlar o Judiciário por meio de novas indicações políticas e, por fim, declarar anistia geral aos atos golpistas.

“O que estamos vendo é o segundo golpe em dois anos, só que agora com a caneta do Congresso. É um golpe parlamentar em curso”, denuncia a apuração.

Corrupção como método

Diferentemente do que foi ventilado na imprensa tradicional, a rejeição de Messias não foi motivada por supostos erros políticos do Planalto. A investigação conclui que o motivo central foi a corrupção sistêmica instalada no Congresso Nacional, onde acordos ilegais entre Alcolumbre, bolsonaristas e parte do centrão passaram por cima da Constituição, do devido processo legal e do interesse público.

Os mesmos senadores que agora tentam impor pautas contra o governo são os que, segundo as apurações, negociam abertamente a anistia de crimes contra o Estado Democrático de Direito.

O preço da anistia a Bolsonaro

A conclusão da investigação é grave: para garantir que Jair Bolsonaro não responda criminalmente pela tentativa de golpe, o presidente do Senado e seus aliados estão dispostos a:

  • Destruir a credibilidade do STF;

  • Liberar criminosos violentos de todas as espécies;

  • Rasgar as leis que punem os atos de 8 de janeiro;

  • E transformar o Congresso em um balcão de negócios criminosos.

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